
Leonardo Alves Vieira
Leonardo Alves Vieira estudou filosofia em Belo Horizonte, MG, Brasil (Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG), Heidelberg e Kassel, Alemanha, em cuja universidade obteve o título de doutor em filosofia. Posteriormente, fez Pós-Doc na Alemanha e Índia. Como professor titular de filosofia na UFMG, aposentado em 2022, atuou nas cadeiras de ética, metafísica, história da filosofia moderna, disciplinas eletivas que tematizaram questões do budismo mahāyāna, advaita vedanta e sua relação com a filosofia ocidental a eles correlata e foi membro titular do Centro de Estudo Indianos da UFMG. Tem se dedicado ao estudo e feito publicações que tematizam níveis de consciência e seus aspectos ontológicos, epistemológicos, morais e sociais.

A dor do negativo: algumas considerações sobre a legitimidade da filosofia extraeuropeia
A tese de Werle sobre a filosofia extraeuropeia (A especificidade da filosofia ocidental europeia diante da filosofia oriental ou africana) não expressa apenas seu próprio posicionamento teórico, mas também é o canal mediante o qual é transmitido um posicionamento teórico coletivo sobre o que é e o que não é a filosofia. Ela nega a filosofia extraeuropeia, porque não tem traços característicos do conceito de filosofia e seria um grito do coração. Ela o afirma porque tem racionalidade, mas uma tal que é incipiente, deficiente e ineficiente. Portanto, uma afirmação oscilante e claudicante que, no fundo, retoma sua negação e manifesta sintomaticamente o estágio atual de desenvolvimento da consciência filosófica brasileira. Tendo em vista uma avaliação crítica capaz de demonstrar os limites daquela tese, essa última será confrontada com três enquadramentos teóricos: a história da filosofia ocidental (Habermas), a filosofia intercultural (Mall) e a história da filosofia no Brasil (Domingues).
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