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Antonio Florentino Neto

É doutor em Filosofia pela Freie Universität Berlin, mestre em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos e pós-doutorando em pesquisa na Universidade Federal de Uberlândia e na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É Editor-Chefe da Revista de Filosofia Modernos Contemporâneos do IFCH/UNICAMP, Editor Acadêmico da PHI Publishing e Presidente da Sociedade Brasileira Nishida. É Professor Colaborador Pleno do Programa de Doutorado em Ciências Sociais – área China/Brasil – da UNICAMP, onde orienta teses de doutorado sobre a China. É membro do Grupo de Estudos Brasil/China (DERI-UNICAMP). Seus interesses de pesquisa incluem Filosofia Chinesa, Filosofia Japonesa, Filosofia Oriental, Fenomenologia, Filosofia Comparada, Heidegger e Pensamento Oriental, Recepção do Pensamento Oriental na Filosofia Europeia, Leibniz e Pensamento Chinês, a Influência do Pensamento Oriental na Filosofia Ocidental, Fundamentos Filosóficos do Confucionismo, Taoísmo e (Zen) Budismo e a Epistemologia da Sinologia.

A lógica do shoku-hi em Kitarō Nishida e sua relação com o Budismo Huayan Chinês

Em 1938, Nishida proferiu uma série de palestras conhecidas como Problemas da Cultura Japonesa. As análises que ele desenvolveu nesse período são essenciais para compreender a concepção de lógica que permeia toda a sua filosofia, embora essa lógica só tenha se tornado explícita em seu último texto, A Lógica do Lugar e a Cosmovisão Religiosa do Mundo, concluído em 1945, dois meses antes de sua morte. Refiro-me aqui à lógica do shoku-hi, fundamento de alguns dos textos mais importantes do Budismo Mahayana e que, sem dúvida, constitui a base filosófica de Nishida. Foi apenas em seu texto final que Nishida reconheceu explicitamente a centralidade dessa lógica para sua filosofia. Por sua vez, essa lógica só pode ser adequadamente entendida a partir dos elementos centrais do Budismo Indiano Mahayana, do Taoísmo e do Budismo Chinês Huayan. Ao destacar essas filiações, assumo também a tese de que a filosofia de Nishida é, fundamentalmente, uma filosofia budista — e que apenas a partir dessas referências é possível compreender a lógica que subjaz a toda a sua obra.

©2025 por X Colóquio de Filosofia Oriental da Unicamp

Grupo de Estudos Brasil-China

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